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No atual cenário acadêmico e científico, diferentes concepções de língua e do processo de ensino-aprendizagem são discutidas. Para a perspectiva Sociocultural Vygotskiana, a língua é percebida como uma ferramenta de mediação utilizada para a interação, e em tal processo colaborativo, os alunos podem negociar significados favorecendo o desenvolvimento de habilidades intelectuais, sociais e afetivas, e sendo agentes de sua própria aprendizagem. Já a Teoria da Complexidade, concebe a língua como um sistema complexo que é dinâmico e adaptativo, ou seja, se ajusta ao contexto em que está inserida e emerge do uso em situações colaborativas. Na Teoria Sociocognitiva, a língua é o resultado da conexão corpo-mente-mundo, é uma ferramenta que auxilia no processo de aquisição e nas relações entre línguas materna e estrangeira(s). E, a Neurociência na área da educação, considera a atenção, a memória e as emoções aspectos cognitivos importantes para a aprendizagem, sendo assim é preciso se emocionar para aprender de fato.

1Pensando nessas diferentes vertentes e na individualidade de seus alunos, a Escola São Mateus propõe o ensino de Língua Inglesa em quatro períodos semanais. O desenvolvimento das aulas prioriza a compreensão e fala dos alunos considerando suas especificidades, mas também a coletividade, pois são sistemas complexos que se interligam e se desenvolvem por meio da interação. A prática docente se baseia naquilo que é real dentro e fora da sala de aula, afinal, a língua em uso é uma ferramenta para uma ação social. O conhecimento gramatical será resultado daquilo que os estudantes realizarem conforme proposto em sala de aula, e de acordo com suas experiências no mundo, de forma que isso ressignifique o processo de aprendizagem.

O sistema de avaliação da disciplina é adaptado. Logo no início do ano letivo, atividades de sondagem e um teste de nivelamento elaborado pelas professoras de Língua Inglesa são realizados. Após uma cuidadosa avaliação e discussão entre as docentes, as turmas são criadas, dessa forma, as diferentes habilidades e especificidades dos alunos são consideradas no momento de definição dos grupos. No decorrer das aulas, diferentes abordagens e instrumentos avaliativos são utilizados, o processo de desenvolvimentos de cada aprendiz como um todo é considerado, sua trajetória retrospectivamente, sua relação com o mundo e com a língua, e sua evolução ao longo dos trimestres.

Na Escola São Mateus os alunos crescem em contato com a Língua Inglesa desde o Maternal, sendo assim, ao fazer parte dessa família, dessa rede de ensino regular, os aprendizes têm a oportunidade de se desenvolver na língua estrangeira de maneira a ressignificar suas vivências e percepções de mundo.

Com muito orgulho de fazer parte dessa equipe,

Teacher Alexandra Ohana Andreatta de Oliveira.


A instituição São Mateus vai além de uma escola, somos uma família, que deixa saudades aos que já passaram por aqui e acolhe em seus braços aqueles que por aqui ainda estão!
Procurando manter este ambiente saudável e baseando-se na Lei nº 13.185/2015 – Lei do Bullying, vigente a partir de fevereiro de 2016, que instituiu o Programa de Combate a Intimidação Sistemática, trazendo responsabilidade no combate ao bullying para estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas.
Desde então, é fundamental que toda e qualquer instituição de ensino promova programas de conscientização, prevenção e combate ao bullying e ao cyberbullying, com vistas a orientar tanto docentes e alunos, como também às famílias e a sociedade em geral. A campanha antibullying é obrigatória, ou seja, as escolas terão que tratar desse tema durante o ano letivo.
A Escola São Mateus, que é baseada em valores cristãos, compreende a importância da abordagem do tema e salienta a necessidade de basear as campanhas anuais em princípios. Para construir um ambiente onde o bullying não tenha força, nossa instituição acredita que valores tais como o respeito, o amor, a cultura da paz, a promoção da vida e o perdão precisam ser estimulados, praticados e desenvolvidos para que se instrua e sensibilize a comunidade escolar a ter empatia em seus relacionamentos.
O termo “bullying” foi mantido no inglês por ser uma expressão complexa demais para traduzir para alguns idiomas, sendo adotado como uma expressão universal, ressalta Lopes (2005) citado por Jotz (2016).
Fante (2005) descreve o bullying como uma brincadeira que camufla a real intenção de constranger e maltratar alguém. De acordo com Beane (2010), o bullying é um tipo de comportamento repetitivo, pungente e agressivo, com desigualdade de força.
Além de todos os aspectos citados pelos autores anteriores, Lisboa (2014) ressalta que a grande diferença entre bullying e brincadeira é a intencionalidade das ações, causando desconforto e vergonha. A mesma autora ainda cita que “[...] quando há sofrimento não há brincadeira.”.
O bullying sempre esteve presente na nossa sociedade, conforme Cavalheiro (2016), as famílias de todos os tempos vivenciaram essa prática, como agentes ou vítimas, e independentemente da época, essa prática deve ser discutida e seus efeitos contidos de forma a reduzir os seus impactos.
Esta iniciativa tem como premissa principal promover relacionamentos saudáveis, envolvendo alunos, professores, familiares, funcionários e comunidade.
Dentro desta proposta, escolhemos enfatizar valores fundamentais para bons relacionamentos, também criar uma identidade visual que defina a campanha, em cada ano, e seja do gosto dos nossos estudantes.
As nossas iniciativas buscam desenvolver o senso crítico sobre o bullying e o conhecimento da legislação vigente. A partir destas, proporcionar situações que levem o aluno a refletir e ter empatia pelo próximo, para isso, se torna necessário promover ações dentro e fora da sala de aula que oportunizem a discussão e análise sobre as relações e a sociedade.


BEANE, Allan. Proteja o seu filho do Bullying. Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles. Rio de Janeiro: Best Seller. 2010.p. 18 – 19.

Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF,ano CLII 213, p. 1, 9 nov. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13185.htm >

CAVALHEIRO, Rubia Aparecida Antunes. Aprendendo o direito e prevenindo o bullying na escola: uma releitura dos direitos e deveres por meio do lúdico-pedagógico com base no estatuto da criança e do adolescente e da lei de combate à intimidação sistemática no município de Sobradinho. Santa Cruz do Sul: Unisc, 2016.

JOTZ, Maria Eunice Viana. O combate a intimidação sistemática sob a tutela da constituição federal: “Bullying” é questão de direito. Porto Alegre: Pucrs, 2016.

LISBOA, Carolina; WENDT, Guilherme; PUREZA, Juliana (Org.). Mitos e Fatos sobre o Bullying – orientação para pais e profissionais. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2014. p. 16.