04 - Vencedores

Vencedores!!!

Romanos 8.31-39

            O que é ser um vencedor? Certamente essa é uma pergunta muito vaga, pois cada um pode ter uma ideia diferente do que é ser um vencedor. Para um atleta, um empresário, um desempregado, por exemplo, a vitória são conquistas bem diferentes, mas que nem por isso deixam de ser valiosas. Vencer é alcançar objetivos, se superar. Neste momento difícil que enfrentamos, essa palavra “vencer”, pode ter muitos significados e ser muito significativa.

               Há alguns anos ouvi algo que me fez entender a palavra “vencer” com um sentido muito especial. Uma jovem senhora, professora de escola dominical, havia falecido em decorrência de um câncer. Ela havia feito um lindo trabalho em sua igreja para ajudar crianças hospitalizadas. Ao ser apresentado o resultado de seu trabalho em um congresso, foi dito: “como todos sabem, essa professora recentemente venceu um câncer; venceu, pois para quem está em Cristo, não há derrota.”

        Essas palavras tocaram fundo da alma de todos que estavam presentes e ainda ecoam em meu coração, principalmente nos momentos difíceis. Não há derrota para quem está em Cristo. Costumamos entender vitória só quando as coisas saem como nós queremos, mas é muito mais do que isso, vitória é quando as coisas saem do jeito que Deus quer, e o que Ele quer é que confiemos nele em toda e qualquer situação e no seu amor revelado em Jesus. É essa confiança e fé que nos animam a seguir em frente, sem desanimar e nem desesperar.

          Em Romanos 8.31-39, quando os cristãos de Roma estavam sendo perseguidos e mortos por Nero, o apóstolo Paulo mostra que Deus sempre está ao lado dos seus filhos, principalmente nas piores situações. Cristo é a prova disso. Ele deu sua vida na cruz para garantir a vitória sobre o pecado e a morte e dar um lar eterno para todos que nele creem. Por isso Paulo afirma que “somos mais que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37).

         Essa vitória que Paulo se refere, foi a mesma que a professora experimentou ao “vencer seu câncer” e descansar nos braços do Senhor, e é a mesma que hoje nós temos em Cristo e que nos dá forças para enfrentar a dor, o luto, a doença e todas as dificuldades da vida. Em Cristo, todos somos vencedores, ou melhor, somos mais que vencedores.

        Confie em Jesus e seja sempre um vencedor, quer na vida ou depois dela. Amém.

Capelania São Mateus


A instituição São Mateus vai além de uma escola, somos uma família, que deixa saudades aos que já passaram por aqui e acolhe em seus braços aqueles que por aqui ainda estão!
Procurando manter este ambiente saudável e baseando-se na Lei nº 13.185/2015 – Lei do Bullying, vigente a partir de fevereiro de 2016, que instituiu o Programa de Combate a Intimidação Sistemática, trazendo responsabilidade no combate ao bullying para estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas.
Desde então, é fundamental que toda e qualquer instituição de ensino promova programas de conscientização, prevenção e combate ao bullying e ao cyberbullying, com vistas a orientar tanto docentes e alunos, como também às famílias e a sociedade em geral. A campanha antibullying é obrigatória, ou seja, as escolas terão que tratar desse tema durante o ano letivo.
A Escola São Mateus, que é baseada em valores cristãos, compreende a importância da abordagem do tema e salienta a necessidade de basear as campanhas anuais em princípios. Para construir um ambiente onde o bullying não tenha força, nossa instituição acredita que valores tais como o respeito, o amor, a cultura da paz, a promoção da vida e o perdão precisam ser estimulados, praticados e desenvolvidos para que se instrua e sensibilize a comunidade escolar a ter empatia em seus relacionamentos.
O termo “bullying” foi mantido no inglês por ser uma expressão complexa demais para traduzir para alguns idiomas, sendo adotado como uma expressão universal, ressalta Lopes (2005) citado por Jotz (2016).
Fante (2005) descreve o bullying como uma brincadeira que camufla a real intenção de constranger e maltratar alguém. De acordo com Beane (2010), o bullying é um tipo de comportamento repetitivo, pungente e agressivo, com desigualdade de força.
Além de todos os aspectos citados pelos autores anteriores, Lisboa (2014) ressalta que a grande diferença entre bullying e brincadeira é a intencionalidade das ações, causando desconforto e vergonha. A mesma autora ainda cita que “[...] quando há sofrimento não há brincadeira.”.
O bullying sempre esteve presente na nossa sociedade, conforme Cavalheiro (2016), as famílias de todos os tempos vivenciaram essa prática, como agentes ou vítimas, e independentemente da época, essa prática deve ser discutida e seus efeitos contidos de forma a reduzir os seus impactos.
Esta iniciativa tem como premissa principal promover relacionamentos saudáveis, envolvendo alunos, professores, familiares, funcionários e comunidade.
Dentro desta proposta, escolhemos enfatizar valores fundamentais para bons relacionamentos, também criar uma identidade visual que defina a campanha, em cada ano, e seja do gosto dos nossos estudantes.
As nossas iniciativas buscam desenvolver o senso crítico sobre o bullying e o conhecimento da legislação vigente. A partir destas, proporcionar situações que levem o aluno a refletir e ter empatia pelo próximo, para isso, se torna necessário promover ações dentro e fora da sala de aula que oportunizem a discussão e análise sobre as relações e a sociedade.


BEANE, Allan. Proteja o seu filho do Bullying. Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles. Rio de Janeiro: Best Seller. 2010.p. 18 – 19.

Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF,ano CLII 213, p. 1, 9 nov. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13185.htm >

CAVALHEIRO, Rubia Aparecida Antunes. Aprendendo o direito e prevenindo o bullying na escola: uma releitura dos direitos e deveres por meio do lúdico-pedagógico com base no estatuto da criança e do adolescente e da lei de combate à intimidação sistemática no município de Sobradinho. Santa Cruz do Sul: Unisc, 2016.

JOTZ, Maria Eunice Viana. O combate a intimidação sistemática sob a tutela da constituição federal: “Bullying” é questão de direito. Porto Alegre: Pucrs, 2016.

LISBOA, Carolina; WENDT, Guilherme; PUREZA, Juliana (Org.). Mitos e Fatos sobre o Bullying – orientação para pais e profissionais. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2014. p. 16.