01 - Recomeçar

Recomeçar com Fé

 

 

           As aulas voltaram. Quem imaginaria que ficaríamos tanto tempo longe da sala de aula. Tempo de matar a saudade dos amigos, colocar os assuntos em dia, voltar a rotina de estudos, ou seja, fazer a vida ir voltando ao normal. Infelizmente, ainda não podemos voltar a total normalidade devido a pandemia, mas já é um recomeço, melhor do que ficar somente em casa.

            Ao mesmo tempo que voltar as aulas nos traz alegria, também nos traz preocupações. São muitos os cuidados de saúde necessários neste momento. Não pode abraçar, emprestar material, nem mesmo um aperto de mão. É preciso atenção e distanciamento – todo o cuidado é pouco. Por outro lado, não podemos viver com medo. A vida precisa seguir em frente e precisamos nos adaptar a situação.

            Se pensarmos bem, é isso que o ser humano faz de melhor, se adaptar. A humanidade já passou por tantas calamidades e sempre aprendeu a se adaptar e seguir em frente. Hoje temos hospitais, remédios, médicos, exames, vacinas, evoluções da medicina que não haviam até pouco tempo e mesmo assim as pessoas sempre conseguiam se adaptar e seguir em frente.

            Hoje estamos novamente nos adaptando, reaprendendo, mudando hábitos e seguindo em frente. E neste recomeço é bom olhar para quem já passou por isso, como o rei Davi, que enfrentou todo o tipo de dificuldades, antes e depois de ser o rei de Israel. No Salmo 37.5 ele diz: “Ponha a sua vida nas mãos do SENHOR, confie nele, e ele o ajudará.” Entre medos e dúvidas diante das circunstancias da vida, sempre coloque sua vida nas mãos de Deus e ele o ajudará a se adaptar e recomeçar, para que você sempre siga em frente e com fé.

            Bom retorno a todos, na paz de Cristo. Amém.

Capelania São Mateus


A instituição São Mateus vai além de uma escola, somos uma família, que deixa saudades aos que já passaram por aqui e acolhe em seus braços aqueles que por aqui ainda estão!
Procurando manter este ambiente saudável e baseando-se na Lei nº 13.185/2015 – Lei do Bullying, vigente a partir de fevereiro de 2016, que instituiu o Programa de Combate a Intimidação Sistemática, trazendo responsabilidade no combate ao bullying para estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas.
Desde então, é fundamental que toda e qualquer instituição de ensino promova programas de conscientização, prevenção e combate ao bullying e ao cyberbullying, com vistas a orientar tanto docentes e alunos, como também às famílias e a sociedade em geral. A campanha antibullying é obrigatória, ou seja, as escolas terão que tratar desse tema durante o ano letivo.
A Escola São Mateus, que é baseada em valores cristãos, compreende a importância da abordagem do tema e salienta a necessidade de basear as campanhas anuais em princípios. Para construir um ambiente onde o bullying não tenha força, nossa instituição acredita que valores tais como o respeito, o amor, a cultura da paz, a promoção da vida e o perdão precisam ser estimulados, praticados e desenvolvidos para que se instrua e sensibilize a comunidade escolar a ter empatia em seus relacionamentos.
O termo “bullying” foi mantido no inglês por ser uma expressão complexa demais para traduzir para alguns idiomas, sendo adotado como uma expressão universal, ressalta Lopes (2005) citado por Jotz (2016).
Fante (2005) descreve o bullying como uma brincadeira que camufla a real intenção de constranger e maltratar alguém. De acordo com Beane (2010), o bullying é um tipo de comportamento repetitivo, pungente e agressivo, com desigualdade de força.
Além de todos os aspectos citados pelos autores anteriores, Lisboa (2014) ressalta que a grande diferença entre bullying e brincadeira é a intencionalidade das ações, causando desconforto e vergonha. A mesma autora ainda cita que “[...] quando há sofrimento não há brincadeira.”.
O bullying sempre esteve presente na nossa sociedade, conforme Cavalheiro (2016), as famílias de todos os tempos vivenciaram essa prática, como agentes ou vítimas, e independentemente da época, essa prática deve ser discutida e seus efeitos contidos de forma a reduzir os seus impactos.
Esta iniciativa tem como premissa principal promover relacionamentos saudáveis, envolvendo alunos, professores, familiares, funcionários e comunidade.
Dentro desta proposta, escolhemos enfatizar valores fundamentais para bons relacionamentos, também criar uma identidade visual que defina a campanha, em cada ano, e seja do gosto dos nossos estudantes.
As nossas iniciativas buscam desenvolver o senso crítico sobre o bullying e o conhecimento da legislação vigente. A partir destas, proporcionar situações que levem o aluno a refletir e ter empatia pelo próximo, para isso, se torna necessário promover ações dentro e fora da sala de aula que oportunizem a discussão e análise sobre as relações e a sociedade.


BEANE, Allan. Proteja o seu filho do Bullying. Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles. Rio de Janeiro: Best Seller. 2010.p. 18 – 19.

Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF,ano CLII 213, p. 1, 9 nov. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13185.htm >

CAVALHEIRO, Rubia Aparecida Antunes. Aprendendo o direito e prevenindo o bullying na escola: uma releitura dos direitos e deveres por meio do lúdico-pedagógico com base no estatuto da criança e do adolescente e da lei de combate à intimidação sistemática no município de Sobradinho. Santa Cruz do Sul: Unisc, 2016.

JOTZ, Maria Eunice Viana. O combate a intimidação sistemática sob a tutela da constituição federal: “Bullying” é questão de direito. Porto Alegre: Pucrs, 2016.

LISBOA, Carolina; WENDT, Guilherme; PUREZA, Juliana (Org.). Mitos e Fatos sobre o Bullying – orientação para pais e profissionais. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2014. p. 16.