03 - Quando somos Nada

Quando somos nada…

2 Coríntios 12.7-10

 

            Estamos passando pelo pior momento da pandemia em nosso estado e região. Os hospitais estão lotados e começa a faltar leitos para atender a todos. Não adianta ter dinheiro, não há vagas. Nessas horas vemos que nem mesmo toda riqueza do mundo pode garantir a vida de alguém. No leito de um hospital ou aguardando notícias dos familiares enfermos, percebemos que o ser humano não é tão poderoso como pensa ser.

        Quando não há mais recursos na medicina moderna e a única coisa que resta é esperar, é que então compreendemos o que realmente somos: “nada”. Impotentes diante de uma doença invisível onde, para muitos, a única coisa que resta é tentar inutilmente achar um culpado em quem despejar sua frustração. Mas a verdade é que, diante da doença e da morte, não somos nada, não temos nada e não podemos fazer nada além de buscar a Deus e confiar em sua misericórdia.

             Martinho Lutero, reformador da igreja do Séc. XVI, disse: “Deus cria a partir do nada. Portanto, enquanto um homem não for nada, Deus nada poderá fazer com ele.” Quando compreendemos essa verdade, tão evidente nos dias atuais, é que podemos perceber que é justamente quando não somos nada que Deus se torna tudo em nós – tudo que queremos e tudo que precisamos.

            O Apóstolo Paulo também entendeu isso ao enfrentar uma terrível doença que lhe causava muita dor e aflição. Em 2º Coríntios 12.7-10, ele fala sobre a sua situação, onde conclui dizendo: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” Paulo percebeu que era justamente nos momentos em que se sentia um nada que Deus era tudo o que ele tinha e o que mais precisava em sua vida. Deus o fazia forte para continuar com esperança e fé, apesar dos seus muitos sofrimentos.

             Quando você se sentir impotente, sem poder fazer absolutamente nada por você ou por quem você ama, onde o único recurso é orar e esperar a ajuda divina, lembre-se das palavras de Paulo: “quando sou fraco, então, é que sou forte.” Pois é justamente quando somos nada, que temos a força de Deus em nós, onde Ele é tudo o que temos e é tudo que precisamos. Que Deus abençoe, cuide e proteja a todos nós. Amém.

Capelania São Mateus


A instituição São Mateus vai além de uma escola, somos uma família, que deixa saudades aos que já passaram por aqui e acolhe em seus braços aqueles que por aqui ainda estão!
Procurando manter este ambiente saudável e baseando-se na Lei nº 13.185/2015 – Lei do Bullying, vigente a partir de fevereiro de 2016, que instituiu o Programa de Combate a Intimidação Sistemática, trazendo responsabilidade no combate ao bullying para estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas.
Desde então, é fundamental que toda e qualquer instituição de ensino promova programas de conscientização, prevenção e combate ao bullying e ao cyberbullying, com vistas a orientar tanto docentes e alunos, como também às famílias e a sociedade em geral. A campanha antibullying é obrigatória, ou seja, as escolas terão que tratar desse tema durante o ano letivo.
A Escola São Mateus, que é baseada em valores cristãos, compreende a importância da abordagem do tema e salienta a necessidade de basear as campanhas anuais em princípios. Para construir um ambiente onde o bullying não tenha força, nossa instituição acredita que valores tais como o respeito, o amor, a cultura da paz, a promoção da vida e o perdão precisam ser estimulados, praticados e desenvolvidos para que se instrua e sensibilize a comunidade escolar a ter empatia em seus relacionamentos.
O termo “bullying” foi mantido no inglês por ser uma expressão complexa demais para traduzir para alguns idiomas, sendo adotado como uma expressão universal, ressalta Lopes (2005) citado por Jotz (2016).
Fante (2005) descreve o bullying como uma brincadeira que camufla a real intenção de constranger e maltratar alguém. De acordo com Beane (2010), o bullying é um tipo de comportamento repetitivo, pungente e agressivo, com desigualdade de força.
Além de todos os aspectos citados pelos autores anteriores, Lisboa (2014) ressalta que a grande diferença entre bullying e brincadeira é a intencionalidade das ações, causando desconforto e vergonha. A mesma autora ainda cita que “[...] quando há sofrimento não há brincadeira.”.
O bullying sempre esteve presente na nossa sociedade, conforme Cavalheiro (2016), as famílias de todos os tempos vivenciaram essa prática, como agentes ou vítimas, e independentemente da época, essa prática deve ser discutida e seus efeitos contidos de forma a reduzir os seus impactos.
Esta iniciativa tem como premissa principal promover relacionamentos saudáveis, envolvendo alunos, professores, familiares, funcionários e comunidade.
Dentro desta proposta, escolhemos enfatizar valores fundamentais para bons relacionamentos, também criar uma identidade visual que defina a campanha, em cada ano, e seja do gosto dos nossos estudantes.
As nossas iniciativas buscam desenvolver o senso crítico sobre o bullying e o conhecimento da legislação vigente. A partir destas, proporcionar situações que levem o aluno a refletir e ter empatia pelo próximo, para isso, se torna necessário promover ações dentro e fora da sala de aula que oportunizem a discussão e análise sobre as relações e a sociedade.


BEANE, Allan. Proteja o seu filho do Bullying. Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles. Rio de Janeiro: Best Seller. 2010.p. 18 – 19.

Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF,ano CLII 213, p. 1, 9 nov. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13185.htm >

CAVALHEIRO, Rubia Aparecida Antunes. Aprendendo o direito e prevenindo o bullying na escola: uma releitura dos direitos e deveres por meio do lúdico-pedagógico com base no estatuto da criança e do adolescente e da lei de combate à intimidação sistemática no município de Sobradinho. Santa Cruz do Sul: Unisc, 2016.

JOTZ, Maria Eunice Viana. O combate a intimidação sistemática sob a tutela da constituição federal: “Bullying” é questão de direito. Porto Alegre: Pucrs, 2016.

LISBOA, Carolina; WENDT, Guilherme; PUREZA, Juliana (Org.). Mitos e Fatos sobre o Bullying – orientação para pais e profissionais. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2014. p. 16.