capelania

Professor, Profissão ou Vocação?

 

     Certa vez alguém disse que ser professor não é apenas uma profissão, mas uma vocação. Isto faz muito sentido. Vocação é uma aptidão, é sentir-se chamado, direcionado a ter determinada profissão. Afinal, por que alguém ainda quer ser professor quando nossa sociedade não o valoriza?

     Pergunte a um professor e saberás a resposta. Professores são profissionais apaixonados pelo que fazem. Trabalham com amor dentro e fora da sala de aula. Não precisam que outros reconheçam seu trabalho, pois eles mesmos sabem a importância do seu papel como educadores para o futuro de seus alunos e de nossa sociedade.

    Professor ensina muito mais do que “conteúdos”. Professor deixa exemplo, cativa, incentiva, anima, aconselha, acolhe, entende, entrega-se seus alunos. Ama tanto o que faz que é normal que dediquem mais tempo aos alunos do que a própria família. Por tanto se doar e tanto fazer, ser professor definitivamente não é uma profissão, mas uma vocação.

     Vocação, segundo Martinho Lutero, é muito mais do que ter uma aptidão para um ofício. Vocação é um dom de Deus. Vocação é fazer aquilo que precisa ser feito e que Deus te dá a oportunidade de fazer para agir em benefício do próximo, em amor ao próximo.

     Queridos professores, quando vocês ensinam, estão exercendo a dádiva da vocação para qual Deus o chamou e capacitou para fazer. Ser professor é amar ao próximo e o amor é o dom supremo do nosso criador. Por isso, ser professor, definitivamente, não é só uma profissão, mas é uma dádiva, um dom, um presente celestial. É exercer a vocação de ensinar e amar. É exercer a vocação de servir ao próprio Deus.

“O que vocês fizerem façam de todo o coração, como se estivessem servindo o Senhor e não as pessoas” – Colossenses 3.23.

Feliz 15/10 – Dia do Professor.

Capelania São Mateus


A instituição São Mateus vai além de uma escola, somos uma família, que deixa saudades aos que já passaram por aqui e acolhe em seus braços aqueles que por aqui ainda estão!
Procurando manter este ambiente saudável e baseando-se na Lei nº 13.185/2015 – Lei do Bullying, vigente a partir de fevereiro de 2016, que instituiu o Programa de Combate a Intimidação Sistemática, trazendo responsabilidade no combate ao bullying para estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas.
Desde então, é fundamental que toda e qualquer instituição de ensino promova programas de conscientização, prevenção e combate ao bullying e ao cyberbullying, com vistas a orientar tanto docentes e alunos, como também às famílias e a sociedade em geral. A campanha antibullying é obrigatória, ou seja, as escolas terão que tratar desse tema durante o ano letivo.
A Escola São Mateus, que é baseada em valores cristãos, compreende a importância da abordagem do tema e salienta a necessidade de basear as campanhas anuais em princípios. Para construir um ambiente onde o bullying não tenha força, nossa instituição acredita que valores tais como o respeito, o amor, a cultura da paz, a promoção da vida e o perdão precisam ser estimulados, praticados e desenvolvidos para que se instrua e sensibilize a comunidade escolar a ter empatia em seus relacionamentos.
O termo “bullying” foi mantido no inglês por ser uma expressão complexa demais para traduzir para alguns idiomas, sendo adotado como uma expressão universal, ressalta Lopes (2005) citado por Jotz (2016).
Fante (2005) descreve o bullying como uma brincadeira que camufla a real intenção de constranger e maltratar alguém. De acordo com Beane (2010), o bullying é um tipo de comportamento repetitivo, pungente e agressivo, com desigualdade de força.
Além de todos os aspectos citados pelos autores anteriores, Lisboa (2014) ressalta que a grande diferença entre bullying e brincadeira é a intencionalidade das ações, causando desconforto e vergonha. A mesma autora ainda cita que “[...] quando há sofrimento não há brincadeira.”.
O bullying sempre esteve presente na nossa sociedade, conforme Cavalheiro (2016), as famílias de todos os tempos vivenciaram essa prática, como agentes ou vítimas, e independentemente da época, essa prática deve ser discutida e seus efeitos contidos de forma a reduzir os seus impactos.
Esta iniciativa tem como premissa principal promover relacionamentos saudáveis, envolvendo alunos, professores, familiares, funcionários e comunidade.
Dentro desta proposta, escolhemos enfatizar valores fundamentais para bons relacionamentos, também criar uma identidade visual que defina a campanha, em cada ano, e seja do gosto dos nossos estudantes.
As nossas iniciativas buscam desenvolver o senso crítico sobre o bullying e o conhecimento da legislação vigente. A partir destas, proporcionar situações que levem o aluno a refletir e ter empatia pelo próximo, para isso, se torna necessário promover ações dentro e fora da sala de aula que oportunizem a discussão e análise sobre as relações e a sociedade.


BEANE, Allan. Proteja o seu filho do Bullying. Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles. Rio de Janeiro: Best Seller. 2010.p. 18 – 19.

Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF,ano CLII 213, p. 1, 9 nov. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13185.htm >

CAVALHEIRO, Rubia Aparecida Antunes. Aprendendo o direito e prevenindo o bullying na escola: uma releitura dos direitos e deveres por meio do lúdico-pedagógico com base no estatuto da criança e do adolescente e da lei de combate à intimidação sistemática no município de Sobradinho. Santa Cruz do Sul: Unisc, 2016.

JOTZ, Maria Eunice Viana. O combate a intimidação sistemática sob a tutela da constituição federal: “Bullying” é questão de direito. Porto Alegre: Pucrs, 2016.

LISBOA, Carolina; WENDT, Guilherme; PUREZA, Juliana (Org.). Mitos e Fatos sobre o Bullying – orientação para pais e profissionais. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2014. p. 16.