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Inseridos na diversidade

De acordo com a Lei N° 10.436/2002, instituída pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, a Língua Brasileira de Sinais é reconhecida como meio legal de comunicação, e garante que o sistema de educação seja acessível a todos. No entanto, atualmente, percebe-se que a educação inclusiva no Brasil alcançou um patamar maior quando comparada com períodos anteriores, mas ainda assim enfrenta obstáculos para a sua plena efetivação. Nesse sentido, torna-se imprescindível que o processo de integração e aprendizagem no sistema de ensino brasileiro deverá ser reavaliado, planejado e mais igualitário.

Segundo a Constituição Federal, a educação é direito básico de todos os cidadãos e dever do Estado e da família, sendo promovida e incentivada por todo corpo social do país. Entretanto, um dos empecilhos para a iniciação estudantil de jovens surdos é uma conjuntura de locais não especializados e a má qualidade dos serviços prestados. Isso inclui a escassez estrutural de recursos, equipamentos e materiais fundamentais no envolvimento pedagógico dos educandos e a carência de profissionais qualificados e aptos para lidar com as necessidades específicas dessas crianças e adolescentes.Libras-logo

Sabe-se que a integração escolar, quando trabalhada de forma coesa e eficiente, favorece as relações sociais e a convivência dos envolvidos, promovendo até a diminuição da exclusão e a segregação existente. Entretanto, é válido ressaltar que, a aprendizagem do estudante, no caso em questão, é falha, visto que, apesar de existirem leis que exijam a atuação de profissionais especializados sem custos adicionais, ela não é cumprida em sua totalidade. Tal fato demonstra que as instituições de ensino além de exercerem um papel fundamental na capacitação e instrução de seus estudantes no aprendizado, deverão também promover transformações no desenvolvimento pessoal de cada indivíduo.

Portanto, é de suma importância que o Governo Federal amplie a acessibilidade em todos os aspectos. Isto seria possível, disponibilizando desde a preparação e a formação dos profissionais capacitados a atender individualmente os alunos surdos, até investimentos voltados em infraestrutura escolar de qualidade nos complexos estudantis. Ademais, cabe às autoridades governamentais fiscalizar as instituições de ensino e seus dirigentes, e em caso de desrespeito às regulamentações legislativas nacionais puni-los com aplicação de multas.

Texto produzido pela aluna Gabriela, turma 311, na disciplina de Língua Portuguesa.