34 - 1 Co 10.23 - 23-10-19

Já está se tornando relativamente comum no Brasil a celebração da festa do Halloween ou “dia das bruxas”, no dia 31 de outubro. Essa festa é algo que não faz parte de nossa cultura, sendo mais comum nos EUA, Canadá e Irlanda. Muito é dito sobre essa festa, onde há mais “fake” do que, realmente, informação.

As origens dessa festa vêm do povo celta que celebrava o Samhain em homenagem ao deus dos mortos, segundo a sua mitologia, em gratidão pelas boas colheitas. Com o avanço do cristianismo, a igreja entendeu que a melhor forma de combater tal tradição era lhe atribuir um caráter cristão. Por isso, o dia de todos os santos, originalmente celebrado em 13 de maio, foi mudado para o dia 1º de novembro. Com isso o dia 31 de outubro se tornou o “All Hallows Evening” ou halloween – literalmente “noite de todos os santos”.

As fantasias de bruxas e enfeites de “aboboras” continuaram, mas se perdeu o caráter pagão original do povo celta. Assim, podemos entender que a ideia não é, em si, adorar a bruxas ou demônios, mas uma noite de brincadeiras onde as crianças se divertem pedindo doces na vizinhança. Porém, cabe ao cristão celebrar o halloween?

Assim como acontece com todas as manifestações culturais não cristãs, a pergunta correta não é se é certo ou errado, mas se isso é útil ou não para os cristãos. Paulo diz em 1 Co 10.23: “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”

No dia 31 de outubro, para os cristãos, é muito mais edificante celebrar os 502 anos da Reforma da Igreja do que o polêmico halloween. O Halloween não é real, a reforma é. O halloween não nos traz nada, a reforma mudou a igreja, a educação, a economia, ciência… mudou o mundo e transforma vidas pelo evangelho do amor de Cristo Jesus.

Entre bruxas e aboboras, fico com a Reforma.

Pastor André Silva

Capelania São Mateus