36 - Ebenézer

Ebenézer, Carpe Diem

 

Estamos chegando ao final do ano. Um ano bem difícil e complicado e nem é preciso dizer o porquê. Para uns, sentimento de esperança, para outros, alívio, ou então do vazio da saudade que fica daqueles que não chegaram até aqui. O natal e o ano novo se aproximam e não poderemos fazer as festas junto com a família e amigos que estamos acostumados a fazer. Tudo diferente, tudo mais tristes, ficando nos corações muitas dúvidas e incertezas sobre o dia de amanhã.

A verdade é que não importa como será o amanhã. O que importa é como será hoje, afinal, esse dia e essa hora é a única que temos de verdade em nossa vida para viver. Todas as medidas de distanciamento social, etc., existem com o objetivo de preservar vidas, mas de nada adianta prolongar nossos dias aqui se não entendermos que a vida existe para ser vivida, para aproveitarmos cada momento.

O tchau que damos hoje pode ser o último. O beijo pode ser o último. O abraço, o presente, o churrasco, as rizadas somem tão rápido quando o sol se põe a cada dia e nem percebemos como desperdiçamos nosso tempo com tantas coisas sem valor. As coisas ficam, as pessoas que amamos, não. Isso sempre foi assim, mas é preciso momentos de pandemia para nos lembrar que os anos de vida aqui não são o mais importante, mas sim, cada minuto que Deus nos dá com aqueles que amamos.

Por isso “Carpe Diem”, aproveite cada minuto de sua vida como sendo um presente único de Deus que nunca mais vai se repetir. Não adianta nada ter vacina em 2021 se o coração está cheio de rancor, mágoas, dores e medos. Viva… perdoe… ame… Hoje temos que ficar longe, amanhã talvez nem estejamos aqui. Se isso doí no coração talvez seja porque não valorizamos como podíamos os momentos em que estivemos perto daqueles que nos são preciosos.

O povo de Israel, em determinado momento de sua história, se afastou de Deus e de sua palavra. Tudo começou a dar errado e os inimigos avançaram contra eles. O povo então olhou novamente para Deus e eles se arrependeram de seus pecados. Confiaram em Deus e pediram sua ajuda. Depois de uma grande batalha, venceram, então o profeta Samuel fez um altar a Deus e disse: “Ebenézer, até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Samuel 7.12).

Eles não tinham vencido a guerra, mas entenderam que, se chegaram até ali foi porque Deus os ajudou. O mesmo vale para nós. Se chagamos até aqui foi porque Deus nos ajudou, e se ele nos ajudou aprenda a dizer como o profeta Samuel: “Ebenézer”. Entenda que cada dia é único e só existe porque até aqui nos ajudou o Senhor. Aproveite intensamente, com prudência e com o amor de Cristo em seu coração. Pense nisso.

Feliz Natal e novo ano. Amém.

Capelania São Mateus


A instituição São Mateus vai além de uma escola, somos uma família, que deixa saudades aos que já passaram por aqui e acolhe em seus braços aqueles que por aqui ainda estão!
Procurando manter este ambiente saudável e baseando-se na Lei nº 13.185/2015 – Lei do Bullying, vigente a partir de fevereiro de 2016, que instituiu o Programa de Combate a Intimidação Sistemática, trazendo responsabilidade no combate ao bullying para estabelecimentos de ensino, clubes e agremiações recreativas.
Desde então, é fundamental que toda e qualquer instituição de ensino promova programas de conscientização, prevenção e combate ao bullying e ao cyberbullying, com vistas a orientar tanto docentes e alunos, como também às famílias e a sociedade em geral. A campanha antibullying é obrigatória, ou seja, as escolas terão que tratar desse tema durante o ano letivo.
A Escola São Mateus, que é baseada em valores cristãos, compreende a importância da abordagem do tema e salienta a necessidade de basear as campanhas anuais em princípios. Para construir um ambiente onde o bullying não tenha força, nossa instituição acredita que valores tais como o respeito, o amor, a cultura da paz, a promoção da vida e o perdão precisam ser estimulados, praticados e desenvolvidos para que se instrua e sensibilize a comunidade escolar a ter empatia em seus relacionamentos.
O termo “bullying” foi mantido no inglês por ser uma expressão complexa demais para traduzir para alguns idiomas, sendo adotado como uma expressão universal, ressalta Lopes (2005) citado por Jotz (2016).
Fante (2005) descreve o bullying como uma brincadeira que camufla a real intenção de constranger e maltratar alguém. De acordo com Beane (2010), o bullying é um tipo de comportamento repetitivo, pungente e agressivo, com desigualdade de força.
Além de todos os aspectos citados pelos autores anteriores, Lisboa (2014) ressalta que a grande diferença entre bullying e brincadeira é a intencionalidade das ações, causando desconforto e vergonha. A mesma autora ainda cita que “[...] quando há sofrimento não há brincadeira.”.
O bullying sempre esteve presente na nossa sociedade, conforme Cavalheiro (2016), as famílias de todos os tempos vivenciaram essa prática, como agentes ou vítimas, e independentemente da época, essa prática deve ser discutida e seus efeitos contidos de forma a reduzir os seus impactos.
Esta iniciativa tem como premissa principal promover relacionamentos saudáveis, envolvendo alunos, professores, familiares, funcionários e comunidade.
Dentro desta proposta, escolhemos enfatizar valores fundamentais para bons relacionamentos, também criar uma identidade visual que defina a campanha, em cada ano, e seja do gosto dos nossos estudantes.
As nossas iniciativas buscam desenvolver o senso crítico sobre o bullying e o conhecimento da legislação vigente. A partir destas, proporcionar situações que levem o aluno a refletir e ter empatia pelo próximo, para isso, se torna necessário promover ações dentro e fora da sala de aula que oportunizem a discussão e análise sobre as relações e a sociedade.


BEANE, Allan. Proteja o seu filho do Bullying. Impeça que ele maltrate os colegas ou seja maltratado por eles. Rio de Janeiro: Best Seller. 2010.p. 18 – 19.

Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF,ano CLII 213, p. 1, 9 nov. 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20152018/2015/Lei/L13185.htm >

CAVALHEIRO, Rubia Aparecida Antunes. Aprendendo o direito e prevenindo o bullying na escola: uma releitura dos direitos e deveres por meio do lúdico-pedagógico com base no estatuto da criança e do adolescente e da lei de combate à intimidação sistemática no município de Sobradinho. Santa Cruz do Sul: Unisc, 2016.

JOTZ, Maria Eunice Viana. O combate a intimidação sistemática sob a tutela da constituição federal: “Bullying” é questão de direito. Porto Alegre: Pucrs, 2016.

LISBOA, Carolina; WENDT, Guilherme; PUREZA, Juliana (Org.). Mitos e Fatos sobre o Bullying – orientação para pais e profissionais. Novo Hamburgo: Sinopsys, 2014. p. 16.