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A língua dos surdos

Ao longo da história, a surdez era incompreendida pela sociedade, na qual indivíduos surdos eram apontados como doentes e loucos. E com isso, até o século XV eram considerados seres que não poderiam ser ensinados, portanto, não tinham direitos.

Até os dias de hoje tem sido um desafio a inclusão de sujeitos surdos no país. Estes que, ainda são vistos pela comunidade por suas limitações e não por suas capacidades. Isso ocorre devido ao atraso na aquisição da linguagem desenvolvida à comunidade surda, assim contribuindo à exclusão social e do mercado de trabalho.

Resultado de imagem para librasO Brasil reconheceu legalmente a Língua Brasileira de Sinais, conhecida como Libras, por meio da Lei nº 10.436 sancionada em 24 de abril de 2002, como a Língua da população surda brasileira, a qual visa os direitos de portadores surdos, principalmente à educação. O artigo 4º dispõe que o sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e Distrito Federal garantam a inclusão dos mesmos em cursos de formação de Educação Especial, em seu nível médio e superior do ensino da Libras, na parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Entretanto, as possibilidades interativas dos mesmos permanecem bastante restritas, devido à falta de conhecimento da sociedade sobre esta língua. E a ausência de informações a respeito desta, acabam provocando mal-entendidos, como o uso do termo “surdo-mudo”, em que muitos supõem que deficientes auditivos nascem surdos e mudos, o que nos aponta uma ideia equivocada, que precisa ser totalmente extinta de nossas mentes.

É comum pensarmos que a língua utilizada pelos indivíduos surdos é universal, ou seja, todas são iguais, porém cada país possui a sua, e esta também sofre alternâncias linguísticas diatópicas, ou seja, regionais, assim como de sotaques e gírias, da mesma maneira que ocorre nas linguagens orais. Além disso, pela Libras utilizar um canal comunicativo gestual-visual, apresenta o alfabeto datilológico que é muito utilizado para a comunicação de nomes próprios ou palavras que não possuem um sinal adequado, mas não é o suficiente para uma comunicabilidade efetiva.

É bom termos conhecimento de que a visão de mundo dos surdos é diferente em relação a dos ouvintes, onde a língua de sinais é a imagem do pensamento dos surdos, a qual faz parte das experiências de vida dos mesmos.

Portanto, a sociedade precisa se informar mais sobre a Língua Brasileira de Sinais, beneficiando assim, um maior convívio e mais saudável entre surdos e ouvintes e diminuindo as diferenças às oportunidades profissionais impostas pela própria sociedade e, com isso, tornando o mundo mais tolerante, sem preconceitos e melhor para se viver.

Texto produzido pela aluna Raíssa, turma 311, na disciplina de Língua Portuguesa.